Como você já deve imaginar, o pneu é um dos componentes mais importantes para a dirigibilidade do veículo, já que permite uma condução mais confortável e segura. Da fabricação até as estradas e, mais tarde, na reutilização, o pneu passa por várias etapas, que vamos explicar com detalhes a seguir.

Conhece o ciclo do pneu? É disso que vamos tratar neste post. Confira!

A matéria-prima

O principal elemento para a produção de um pneu é a borracha natural, conseguida por meio da extração do látex, a partir de cortes no caule da seringueira. Hoje em dia, as fábricas de pneus possuem seringais próprios, de onde fazem a extração. Além de barrocha natural, borracha sintética, cabos metálicos, negro de fumo, sílica e produtos químicos que constituem a matéria-prima para se fabricar um pneu. Vale lembrar que, cada vez mais a indústria investe em pesquisa para usar componentes que melhorem o desempenho do pneu.

Na fábrica

Até que se chegue ao produto final, os materiais são misturados e passam por diferentes processos na linha de produção. Embora quem veja um pneu possa imaginar que se trate de uma peça única, na verdade existentes várias camadas e componentes, como: talão, flanco, ombro, carcaça, lonas, cintura metálica e banda de rodagem.

De modo geral, a montagem do pneu é feita sobre um tambor, uma espécie de cilindro que infla a borracha, sobre o qual são distribuídas as camadas. Por fim, o pneu passa pelo processo de vulcanização, para aumentar a resistência do composto e dar o seu formato final, como os sulcos, por exemplo.

Nas estradas

Depois de pronto, o pneu sai da fábrica e vai para montadoras, lojas especializadas, borracharias e oficinas em geral. Nas ruas e nas estradas, cumpre o papel para o qual foi feito: permitir a aderência do veículo ao piso seja de terra ou de asfalto e proporcionar segurança para evitar derrapagens. A durabilidade desse importante componente do veículo varia conforme o seu uso, como as condições da estrada, o tempo de utilização, a realização de manutenção e imprevistos, como furo por pregos ou batidas.

Reutilização

O ciclo do pneu não termina quando ele deixa de ser usado no automóvel. Pelo contrário, quando esse item deixa de ser utilizado, é que começa uma das principais fases da vida do pneu, que é a destinação correta dos resíduos.

Isso porque, devido à tamanha quantidade de pneus descartados de forma inadequada diariamente, esse componente se tornou um grave problema ambiental. Para atenuar essa situação, algumas empresas desenvolveram métodos para dar mais vida útil aos pneus, por meio da recapagem, da recauchutagem ou da remoldagem. Na recapagem, por exemplo, é possível aplicar uma nova banda de rodagem, que é a parte do pneu que fica em contato com o solo.

Reciclagem

Como nem todos os pneus podem ser reaproveitados, as empresas que fazem o trabalho de dar nova vida a eles utilizam técnicas de inspeção para selecionar aqueles que realmente poderão ser reutilizados. Entre as vantagens de uma recapagem, estão o preço mais acessível do pneu e a economia de recursos naturais.

Os pneus reformados, para serem vendidos, precisam ter o selo de qualidade do INMETRO. Conforme portaria desse instituto, não devem ser reformados pneus com data de fabricação superior a 7 anos.

Destinação

Para fechar o ciclo do pneu, quando esses componentes não podem mais ser reformados, vão para pontos de coleta. Depois, podem ter diferentes usos, como combustível para fornos de cimenteiras — devido ao alto poder calorífico —, solas de sapatos, dutos para águas da chuva, asfalto borracha e tapetes para automóveis.

Qual é a sua experiência com pneus reformados? Deixe o seu comentário aqui no blog!